Carbono Brasil


Introdução

O Homem lança mais de 35,5 bilhões de toneladas de CO2 por ano* na atmosfera, o principal gás causador do aquecimento global.  Para diminuir estes números, foram criados projetos de redução de emissões de gases do efeito estufa.

Estes projetos, após serem avaliados segundo metodologias aprovadas pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), podem gerar créditos de carbono e serem utilizados por países desenvolvidos integrantes do Anexo 1 do Protocolo de Quioto para alcançar suas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa. O Protocolo de Quioto institui o mercado de carbono como um dos mecanismos para reduzir os custos no corte das emissões, assim como o Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) e a Implementação Conjunta.

O mercado de carbono também existe fora do contexto de Quioto, com vários programas voluntários de redução das emissões, como os dos Estados Unidos. O mercado voluntário abre as portas para a inovação, já que não tem muitas regras pré-estabelecidas como no Protocolo de Quioto, e para projetos de menor escala que seriam inviáveis sob Quioto. (veja Mercado voluntário de carbono ainda busca padrão para firmar credibilidade, Mercado voluntário de carbono impulsiona QuiotoVCS)

As negociações são guiadas pelas regras comuns de mercado, podendo ser efetuadas em bolsas, através de intermediários ou diretamente entre as partes interessadas. A convenção para a transação dos créditos é o CO2 equivalente.

Projeções

Em 2007 o valor do mercado global de carbono cresceu 80%, alcançando 40 bilhões de euros (US$59 bilhões), segundo um relatório da Point Carbon. A empresa atribuiu esse crescimento aos novos participantes do mercado e ao reforço dos limites sobre as emissões para o segundo período de compromisso do Esquema de Comércio de Emissões ETS (2008-2012) na União Européia. O MDL foi avaliado pela Point Carbon em 12 bilhões de euros em 2007, e com probabilidade de crescimento na demanda por estes certificados em 2008 devido a maior procura por projetos que antes pareciam muito arriscados.

Segundo um estudo da Trevisan Consult, atualmente o comércio de crédito de carbono, está movimentando a economia de grandes países. O Brasil, que já ocupou o primeiro lugar no ranking dos principais produtores de projetos, acabou perdendo o lugar para a China e a Índia. Esses dois países em conjunto com a Austrália, Coréia do Sul e Japão produzem quase metade dos gases causadores do aquecimento global.  Segundo especialistas, o potencial brasileiro é muito grande, existindo uma grande expectativa nesse novo mercado.

Bolsas de Carbono**

  • CCX - Bolsa do Clima de Chicago
  • CCFE - Chicago Climate Exchange Futures - Subsidiária da CCX
  • ECX - Bolsa do Clima Européia
  • NordPoll (Oslo)
  • EXAA - Bolsa de Energia da Áustria
  • BM&F - Bolsa de Mercadorias e Fundos - Por enquanto somente trabalha com o leilão de créditos de carbono.
  • New Values/Climex (Alemanha) - Mercado à vista (spot)
  • Vertis Environmental Finance (Budapeste)
  • Bluenext, antiga Powernext (Paris)
    Bolsa formada no ano passado pela bolsa de valores internacional NYSE Euronext e pelo Banco Público Francês Caisse des Depots após a compra das atividades de carbono da Powernext.
  • MCX - Multi-Commodity Exchange (Índia) - Maior bolsa de commodities da Índia
    Lançou em 21 de janeiro de 2008 contratos futuros para a negociação de RCEs (Reduções Certificadas de Emissão) com tamanho mínimo de 200 toneladas de CO2e.

-Outras bolsas tem planos quanto às negociações de créditos de carbono, como: Hong Kong Exchange e EEX (Bolsa de Energia Européia - Leipizig).

-Países com registros de créditos de carbono já ligados ao International Transaction Log (ITL)***:

  • Suíça
  • Nova Zelândia
  • Japão*

*Dados do The Climate Analysis Indicators Tool – CAIT, 2003 

**Dados Point Carbon

***Registro da ONU que ratreia as transferências de créditos de carbono.

Informações atualizadas em fevereiro de 2008.